A indústria naval está novamente em evidência nas discussões políticas e econômicas do Rio de Janeiro. O assunto foi abordado em um encontro com o ex-prefeito da cidade e pré-candidato ao governo estadual, Eduardo Paes (PSD), que se concentrou na revitalização do setor e na criação de novas oportunidades de emprego.
Essa discussão é especialmente relevante para uma ampla gama de trabalhadores, incluindo marítimos, pescadores, profissionais portuários, estaleiros e toda a rede da chamada economia do mar.
Indústria naval no Rio entra na pauta de Eduardo Paes
A reunião foi organizada pela deputada federal Laura Carneiro e contou com a presença de representantes da Marinha Mercante. O encontro trouxe à tona a importância de um setor que tem profundas raízes na economia fluminense.
Eduardo Paes ressaltou que o estado já teve um papel de destaque na indústria naval, mas que esse protagonismo foi perdido ao longo dos anos.
“Ontem, a convite da super deputada Laura Carneiro, participei de uma discussão sobre a Indústria Naval com membros da Marinha Mercante. Este é um setor onde o Rio sempre teve liderança, mas isso se perdeu nos últimos anos. Precisamos retomar essa área que proporciona tantos empregos para nosso Estado”, afirmou o ex-prefeito.
Retomada do setor naval mira empregos e economia
A conversa sobre a revitalização da indústria naval no estado do Rio surge em um momento em que há uma nova associação entre o setor e a geração de postos de trabalho, além da reativação de cadeias produtivas essenciais.
Dentre os segmentos envolvidos estão:
- Marinha Mercante;
- estaleiros;
- trabalhadores marítimos;
- pescadores;
- portuários;
- fornecedores industriais;
- serviços relacionados ao mar.
A discussão também se alinha à vocação portuária do Rio de Janeiro e abrange cidades como Niterói e São Gonçalo, que possuem uma tradição significativa na indústria naval.
Axel Grael reforça peso da economia do mar
No encontro, esteve presente também o ex-prefeito de Niterói e pré-candidato a deputado federal, Axel Grael, que enfatizou a relevância das atividades marítimas e portuárias para a economia local.
“Foi uma reunião importante com líderes sindicais representando aqueles que trabalham no mar: marítimos, pescadores, portuários etc. Essas atividades somadas representam uma parte significativa da economia nacional. É crucial ter o nosso futuro governador @eduardopaes alinhado com esses setores fundamentais”, destacou Grael.
A declaração reforça o esforço para conectar as discussões políticas aos segmentos impactados por possíveis políticas de incentivo à retomada naval.
Fundo da Marinha Mercante amplia contexto da retomada
A relevância do tema é ampliada pelos recentes investimentos anunciados pelo governo federal para o setor naval. Em março de 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos divulgou que o Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante aprovou projetos totalizando R$ 6 bilhões.
No total, foram aprovadas 13 propostas, as quais têm potencial para gerar aproximadamente 2,8 mil empregos diretos strong >e permitir a realização de 95 obras strong >no segmento naval. p >
No mesmo anúncio, foi informado que o setor naval e portuário do Rio de Janeiro recebeu R$ 8,6 milhões strong >do Fundo da Marinha Mercante para modernização de estaleiros e construção de embarcações. p >
A verba contemplará três estaleiros fluminenses: p >
- Aliança S.A. strong >em Niterói, com 61 obras ; li >
- Mauá S.A. strong >também em Niterói, com 38 obras ; li >
- São Miguel strong >em São Gonçalo, com 32 obras . li >
- Mauá S.A. strong >também em Niterói, com 38 obras ; li >
Segundo informações do Ministério de Portos e Aeroportos , esses projetos podem gerar mais de 12 mil empregos diretos strong >no estado . p >

