
A morte da jovem Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, após um atropelamento em Rio de Janeiro, causou forte comoção neste início de semana. Filha de diplomatas brasileiros, Mariana havia acabado de desembarcar na cidade para começar uma nova etapa da vida: ela tinha sido contratada para trabalhar no escritório carioca da L’Oréal e se mudaria para Ipanema.
O acidente aconteceu poucas horas depois da chegada da jovem ao Rio.
Segundo informações da Polícia Civil, Mariana saiu para caminhar com a mãe após deixar as malas no apartamento onde passaria a morar. Na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Vinicius de Moraes, na Zona Sul da capital, mãe e filha foram atingidas por uma van que invadiu a calçada.
Um entregador também ficou ferido.

Mariana havia acabado de chegar ao Rio para iniciar nova fase profissional
De acordo com familiares, Mariana desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, na manhã de sábado (16). A mudança para o Rio marcava o início da carreira profissional da jovem em uma multinacional do setor de cosméticos.
Formada em Administração em uma universidade de Turim, na Itália, Mariana viveu em diferentes países ao longo da vida por conta da carreira diplomática da família.
Ela morou:
- no Reino Unido;
- Bélgica;
- França;
- Líbano;
- Venezuela;
- e Itália.
Além do português, era fluente em:
- inglês;
- espanhol;
- francês;
- e italiano.
No LinkedIn, Mariana destacava justamente a experiência multicultural como uma das marcas da própria trajetória.
A filha de um diplomata morreu após ser atropelada por uma van desgovernada em Ipanema, no Rio de Janeiro, no último sábado (16).
Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, foi atingida pelo veículo e não resistiu aos ferimentos. Outras duas pessoas ficaram feridas, entre elas a mãe… pic.twitter.com/xFG2LIqn0T
— Programa Hoje em Dia (@hojeemdia) May 19, 2026
“Essa diversidade de vivências aprimorou minha adaptabilidade, resiliência e fluência cultural”, escreveu a jovem no perfil profissional.

Filha de diplomatas brasileiros
Mariana era filha de Ibrahim Abdul Hak Neto, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para temas de paz e segurança, e de Ana Patrícia Neves Abdul Hak, cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires.

Após o acidente, Ana Patrícia também precisou de atendimento médico. Ela recebeu alta hospitalar, mas segue em recuperação e deve passar por novos exames em São Paulo.
O corpo de Mariana será levado para São Paulo, onde estão previstos o velório e o enterro.
Motorista disse que dirigia a van pela terceira vez
Em depoimento à Polícia Civil, o motorista da van afirmou que estava havia apenas uma semana no emprego e que aquela era apenas a terceira vez que conduzia o veículo elétrico envolvido no acidente.
Segundo o relato, a van apresentava problemas mecânicos recorrentes conhecidos entre funcionários da empresa.
O motorista afirmou que:
- tentou mudar de faixa;
- percebeu o volante travado;
- e não conseguiu evitar a invasão da calçada.
Ainda segundo ele, o veículo transportava cerca de 180 encomendas no momento do acidente.
De acordo com a Polícia Civil, o condutor permaneceu no local após o atropelamento e realizou testes de bafômetro e de detecção de drogas, ambos com resultado negativo.

Polícia investiga possível falha mecânica
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que apura:
- as circunstâncias do atropelamento;
- possíveis falhas mecânicas;
- e responsabilidades relacionadas ao veículo.
Segundo testemunhas, a van teria perdido o controle após uma tentativa de desvio de um ciclista.
Mariana sofreu múltiplas fraturas e morreu no hospital em decorrência de traumatismo craniano.
🚨 O que se sabe sobre o caso
📍 Onde aconteceu?
O atropelamento aconteceu na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Vinicius de Moraes, em Ipanema, Zona Sul do Rio.
👩 Quem era Mariana?
Mariana Tanaka Abdul Hak tinha 20 anos, era formada em Administração na Itália e havia acabado de chegar ao Rio para iniciar um novo emprego.
🚐 O que disse o motorista?
O motorista afirmou que trabalhava havia uma semana na empresa e que a van apresentava problemas mecânicos recorrentes.
⚖️ O caso está sendo investigado?
Sim. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do atropelamento e apura possível falha mecânica no veículo.
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