Um homem suspeito de ter ligação com o núcleo financeiro do Comando Vermelho no Piauí foi detido no Rio de Janeiro, durante uma nova fase de uma operação interestadual. Segundo informações da Polícia Civil, a operação visa desmantelar uma rede investigada por lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e ocultação de ativos.
Prisão no Rio integra operação contra o Comando Vermelho
A detenção foi realizada no âmbito da 8ª fase de uma operação direcionada a uma organização criminosa supostamente ligada ao Comando Vermelho, atuando em estados como Piauí, Ceará e Rio de Janeiro.
A ação envolveu uma colaboração entre diversas forças de segurança, resultando na execução de 68 mandados judiciais nos três estados mencionados.
A investigação, que teve início em 2024, revelou a existência de uma célula do grupo na cidade de Pedro II, localizada no Norte do Piauí. Essa célula estaria conectada à liderança da facção situada na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, além de contar com membros atuantes no Ceará.
Lavagem de dinheiro e bloqueio de R$ 50 milhões
Nesta etapa da operação, o alvo principal foi o núcleo financeiro da organização criminosa, que é considerado responsável pela lavagem de dinheiro e pela ocultação de recursos provenientes do tráfico de drogas e extorsões.
A partir das provas coletadas durante a investigação, a Justiça decidiu bloquear bens e valores dos suspeitos, totalizando mais de R$ 50 milhões.
A ação tem como objetivo reduzir a capacidade financeira do grupo criminoso e impedir que recursos possivelmente ilícitos sejam utilizados para manter sua estrutura.
Célula em Pedro II teria ligação com a Rocinha
A investigação sugere que a organização possui uma hierarquia bem definida.
Pela apuração da Polícia Civil, o suposto líder do grupo é identificado pelas iniciais J.R.S.R., conhecido pelos apelidos de “Carioca” ou “Canindé”. Ele é acusado de coordenar atividades criminosas diretamente do Rio de Janeiro.
No município de Pedro II, as investigações apontam que o controle local é exercido por A.I.N.S.. Outro membro importante identificado é D.U.N., conhecido como “Tapioca”. Um terceiro investigado, identificado como A.G.G.S., apelidado de “Negão”, vem do Ceará e é considerado um executor dentro da organização.
Todas essas pessoas já foram presas e estão sob custódia no sistema penitenciário do Piauí.
13 homicídios investigados em fases anteriores
No decorrer das sete fases anteriores da operação, as investigações resultaram na solução de 13 homicídios atribuídos ao grupo alvo Strong > e na execução de mais de 42 mandados de prisão Strong >.
Dentre os casos investigados estão os assassinatos da jovem Giovanna Maria de Oliveira Strong > , aos 14 anos , e Danilo Soares Strong > , cujo corpo foi encontrado enterrado em uma cova rasa na zona rural de Pedro II .
Além disso , conforme revelado pelas apurações , um dos executores admitiu ter cometido seis homicídios qualificados Strong > e também uma tentativa. Segundo seu depoimento mencionado pela polícia, tais crimes teriam sido realizados em troca de drogas, pagamento por aluguel e alimentos.
Apoio à fuga em Mossoró strong > também é apurado h2 >
Entre os indivíduos detidos nesta fase está um suspeito que teria desempenhado papel crucial no apoio logístico à fuga de dois prisioneiros da Penitenciária Federal de Mossoró Strong > , ocorrida em 2024 .
Esta informação reforça as suspeitas dos investigadores sobre conexões entre diferentes núcleos da organização criminosa sob investigação .
A operação teve apoio das várias unidades strong > h2 >
A coordenação da operação ficou a cargo do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) Strong > em parceria com a Delegacia Seccional de Pedro II . Strong > P >
O trabalho contou com suporte da Superintendência de Operações Integradas (SOI) , Força Estadual Integrada à Segurança Pública (FEISP) , Canil FEISP , Diretoria Inteligência SSP , Polícia Civil , além das Delegacias Seccionais Campo Maior , Castelo do Piauí , Piripiri , Luís Correia e Piracuruca . P >
Também colaboraram a Diretoria da Polícia do Interior e a Polícia Militar, através das unidades BEPI Strong > e BOPAER . Strong > P >
A investigação segue em andamento strong > h2 >
Segundo informações fornecidas pela Polícia Civil, as investigações continuam visando identificar novos envolvidos , ampliar a recuperação dos ativos e avançar na desarticulação da rede criminosa atuante no Piauí .
As apurações também buscarão aprofundar o rastreamento dos bens e valores envolvidos assim como possíveis ligações entre os investigados nos estados do Piauí , Ceará e Rio de Janeiro .
A coordenação da operação ficou a cargo do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) Strong > em parceria com a Delegacia Seccional de Pedro II . Strong > P >
O trabalho contou com suporte da Superintendência de Operações Integradas (SOI) , Força Estadual Integrada à Segurança Pública (FEISP) , Canil FEISP , Diretoria Inteligência SSP , Polícia Civil , além das Delegacias Seccionais Campo Maior , Castelo do Piauí , Piripiri , Luís Correia e Piracuruca . P >
Também colaboraram a Diretoria da Polícia do Interior e a Polícia Militar, através das unidades BEPI Strong > e BOPAER . Strong > P >

