
Uma operação da Polícia Penal apreendeu 20 celulares, três chips e mais de 6 quilos de drogas no Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, no Rio, neste sábado (12), após um drone ser flagrado.
A ação ocorreu nas primeiras horas da manhã, depois que agentes identificaram uma movimentação considerada atípica na comunidade do Arará, localizada no entorno da unidade prisional. Durante a fiscalização, um drone também foi visto sobrevoando o perímetro do presídio.
Além dos aparelhos e dos entorpecentes, os policiais penais encontraram uma grande quantidade de cigarros. O Instituto Penal Oscar Stevenson, unidade destinada à custódia de mulheres, integra oficialmente a estrutura penitenciária do Estado do Rio de Janeiro. Documentos da Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro identificam a unidade dentro da Coordenação de Unidades Prisionais Femininas.
Material seria levado para uma cela
Durante as buscas, as equipes identificaram a cela para onde, segundo a Polícia Penal, o material apreendido seria encaminhado. As internas que ocupavam o espaço serão redistribuídas para outras celas da unidade.
A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informou que será instaurada uma sindicância para individualizar as condutas e apurar eventuais responsabilidades. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre quem teria enviado o material ou sobre a participação de pessoas de fora do presídio.
A operação contou com agentes do próprio Instituto Penal Oscar Stevenson e com apoio da Coordenação de Unidades Prisionais Femininas e Cidadania LGBTQIA+. A estrutura dessa coordenação consta na organização oficial da Polícia Penal fluminense.
Imagens serão analisadas pela Polícia Civil
Todo o material apreendido será encaminhado à 21ª DP (Bonsucesso) para o registro da ocorrência. As imagens das câmeras de segurança do presídio também serão entregues à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e deverão auxiliar na identificação dos responsáveis pelo envio dos produtos.
O caso integra a Operação Illicitus, realizada pela Polícia Penal para combater a entrada e a circulação de celulares, drogas e outros materiais proibidos no sistema penitenciário do Rio de Janeiro. A ofensiva foi intensificada em agosto.
Operação já apreendeu mais de 750 celulares
Segundo dados divulgados pela Seppen, desde o início da Operação Illicitus, em agosto, mais de 750 celulares e aproximadamente 15 quilos de drogas foram apreendidos em unidades prisionais do estado.
No mesmo período, 12 visitantes foram presos após, segundo a secretaria, serem flagrados tentando entrar em presídios com materiais proibidos. Parte das ocorrências foi identificada com auxílio de equipamentos de fiscalização, como scanners corporais.
Dois policiais penais também foram flagrados em ocorrências relacionadas à entrada ou à circulação de materiais proibidos. A Polícia Penal afirma que as ações buscam interromper a comunicação clandestina, reduzir o abastecimento de drogas e identificar redes responsáveis pela entrada de objetos ilegais nas unidades prisionais.
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