Skip to content
Jornal Carioca
Jornal Carioca
Jornal Carioca
Jornal Carioca
  • Home
  • Brasil
  • Economia
  • Justiça
  • Notícias
  • Fale Conosco
  • Home
  • Brasil
  • Economia
  • Justiça
  • Notícias
Jornal Carioca
Jornal Carioca
Coluna Janguiê Diniz
Coluna Janguiê Diniz

Rumo a Paris, delegação brasileira busca referências para o futuro da educação superior

RedacaoRedacaooutubro 2, 2026 244 Minutes read0

Janguiê Diniz destaca diferenças entre Brasil e França nos indicadores educacionais e aposta em intercâmbio, internacionalização e parcerias acadêmicas

Coluna Janguiê Diniz

No próximo dia 9 de outubro, embarco, juntamente com outras 40 lideranças da educação superior privada brasileira, com destino à capital francesa: Paris. Embora a Cidade Luz seja, por si só, um convite à visita, as razões para atravessar o Atlântico vão além dos charmosos cafés, das atrações mundialmente famosas e da pulsante vida cultural. O que mobiliza a comitiva é a oportunidade de participar de uma imersão voltada ao intercâmbio de conhecimentos e cooperação com instituições de ensino superior de um país que se destaca na oferta desse nível educacional.

Até o dia 18, a 8ª Delegação ABMES Internacional – France Experience vivenciará oportunidades únicas e conhecerá iniciativas de um país onde a formação superior alcança uma parcela da população muito maior que no Brasil. O relatório Education at a Glance 2026, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), dimensiona essa distância: enquanto a França supera a média verificada pela entidade, o Brasil ocupa uma das últimas posições entre os países analisados.

Entre os franceses de 25 a 64 anos, 45% têm educação superior completa (a média da OCDE é 43%). No Brasil, são 22%. Os dados se referem a 2025 para a França e a 2024 para o Brasil, conforme a disponibilidade registrada no relatório. Mesmo com essa diferença temporal, o contraste é expressivo: proporcionalmente, a formação superior alcança aproximadamente o dobro de adultos no país europeu. Mais do que posições em uma tabela, esses números traduzem diferentes possibilidades de acesso ao conhecimento e à qualificação.

A composição dessa formação também merece atenção. Na França, 17% dos adultos de 25 a 64 anos têm o mestrado como nível mais elevado de escolaridade; no Brasil, apenas 1%. A diferença convida a discutir como ampliar percursos acadêmicos que aproximem graduação, pós-graduação e pesquisa. Para as instituições brasileiras, conhecer outras formas de organizar essa continuidade pode ajudar a identificar caminhos para formar mais pesquisadores e ampliar a participação da educação superior na produção de conhecimento.

Essa leitura, porém, precisa considerar que os indicadores não resumem a capacidade de cada instituição nem explicam, isoladamente, as razões dos resultados. Aprender com a França exige compreender as condições em que suas experiências funcionam e avaliar o que pode ser adaptado à realidade brasileira. A imersão ganha relevância justamente por permitir que a comparação estatística se transforme em conhecimento e cooperação, em uma troca benéfica para a educação superior de ambos os países.

Nesse sentido, o roteiro inclui visitas à Universidade Paris Cité, à SKEMA Business School, ao Institut Pasteur e ao Le Cordon Bleu, além da Universcience, na Cidade das Ciências e da Indústria, em La Villette. Também estamos em fase final de negociação para garantir a visita à segunda universidade mais antiga do mundo: Sorbonne. Esses encontros abrem espaço para que instituições brasileiras e francesas identifiquem interesses comuns e construam parcerias voltadas à mobilidade acadêmica e ao desenvolvimento de pesquisas conjuntas.

As visitas às sedes da OCDE e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e à Embaixada do Brasil em Paris, onde também estarão presentes a Conférence des Grandes Écoles (CGE) e a Campus France, acrescentam uma dimensão institucional à missão. São oportunidades para ampliar a compreensão das políticas e dos mecanismos que orientam a educação superior e sua internacionalização.

A internacionalização, inclusive, é uma das agendas centrais da delegação. Em 2024, estudantes estrangeiros representavam aproximadamente 10% das matrículas da educação superior francesa. No Brasil, a proporção era de apenas 0,3%, segundo a OCDE. Embora as categorias tenham diferenças de definição, os números mostram quanto espaço existe para ampliar a presença brasileira nas trocas acadêmicas e tornar nossas instituições destinos mais procurados por estudantes de outros países.

Essa cooperação pode beneficiar os dois lados. Para o Brasil, significa ampliar o contato com outras práticas acadêmicas e redes de pesquisa. Para a França, aprofundar vínculos com instituições brasileiras pode diversificar parcerias, perspectivas e oportunidades de investigação. O intercâmbio de estudantes e professores e o desenvolvimento de projetos conjuntos devem ser tratados como possibilidades de construção compartilhada, com responsabilidades e benefícios para ambas as partes.

É com essa disposição que a France Experience pode contribuir para os próximos passos da educação superior brasileira. Reconhecer a distância entre os indicadores deve estimular ambição e compromisso com melhores resultados. A delegação leva à França lideranças capazes de aprender, compartilhar experiências e construir parcerias. Seu maior legado poderá estar nos vínculos que aproximem salas de aula, professores e pesquisadores dos dois países, ampliando oportunidades de formação e a capacidade de produzir conhecimento em conjunto. 

Paris, estamos a caminho!

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Tags
ABMESBrasilcooperação acadêmicaeducaçãoEducação Superiorensino privadoensino superiorFrançaInovaçãointercâmbio acadêmicointernacionalizaçãoJanguiê DinizOCDEParispesquisapós-graduaçãoUnescouniversidades
FacebookTwitterWhatsAppLinkedInEmailLink
Previous post Niterói promove ação educativa em segurança viária para mais de 400 estudantes

Notícias em Destaque

Brasil

Estratégias eficazes para jovens conquistarem o primeiro emprego

dezembro 11, 20240

Conseguir o primeiro emprego é um passo importante na vida de qualquer jovem. Para muitos, essa é a oportunidade de entrar no mercado de trabalho e começar a construir uma carreira. No entanto, a busca pode ser desafiadora, especialmente em um mercado competitivo. Com algumas estratégias bem definidas, é possível destacar-se e conquistar a tão...

Read more

Fraude com cartões de crédito gera preocupação entre consumidores cariocas

maio 20, 2026

Novos radares de velocidade são instalados nas estradas do Rio de Janeiro; confira os locais

março 25, 2026

A revolução nos dormitórios: por que muitos estão trocando a cama box por novas opções

maio 6, 2026

SOBRE

Somos o Jornal Carioca, comprometidos em oferecer notícias relevantes e precisas sobre o Rio de Janeiro. Mantenha-se informado com nossa equipe dedicada.

NOVIDADE

Laudo da Porsche Revela Adulteração em Carro de Empresário Envolvido em Acidente Fatal

julho 22, 2024

Niterói será palco da reunião global da CGLU em 2027

junho 24, 2026

Pernambucano Cauã Gonçalves avança na carreira e ganha espaço no São Caetano

abril 10, 2026

Após Reflexão, Abdul e Jamel Fares Desistem de Ações Judiciais

dezembro 12, 2024

#Tags

NiteróiRio de JaneiroCidadesPolíciaEconomiaRiopolíticaNégociosprevisão do tempoeducaçãoEmpregosDefesa CiviltecnologiaBrasilEmpreendedorismoPrefeitura de NiteróitrânsitodestaquesentretenimentoSão Gonçalo

Jornal Carioca. © 2025 Copyright. Todos os Direitos Estão Reservados.