- Unilever confirmou que está em negociações para vender sua divisão de alimentos.
- Marcas como Hellmann’s e Knorr estão envolvidas no possível negócio.
- A empresa norte-americana McCormick & Company é a principal candidata.
- Analistas estimam que a divisão da Unilever pode valer entre R$ 167 e R$ 186 bilhões.
- A venda faz parte da estratégia da Unilever para focar em beleza e cuidados pessoais.
- Esse movimento ocorre em um momento de pressão sobre produtos ultraprocessados.
A Unilever confirmou que está em negociações com a McCormick & Company para a venda de sua divisão de alimentos, onde marcas como Hellmann’s e Knorr estão incluídas, em um negócio que pode chegar a R$ 186 bilhões.
Potencial negócio de grande porte
A possível transação envolveria marcas internacionais como Hellmann’s e Knorr da Unilever, que se juntariam aos produtos da McCormick, como o molho Cholula. Analistas calculam que a divisão de alimentos da Unilever pode valer até R$ 186 bilhões, ultrapassando a capitalização de mercado da McCormick, que é de cerca de US$ 14,5 bilhões no momento.
Em 2025, a unidade de alimentos representava 25% das vendas totais da Unilever, com receita superior a R$ 77 bilhões. A empresa britânica como um todo é avaliada em cerca de R$ 711 bilhões. Apesar das negociações avançadas, não há garantia de que o acordo será concluído.
Pressão sobre produtos ultraprocessados impulsiona mudança
A eventual saída da Unilever do setor de alimentos acontece em um cenário de mudanças na indústria. A demanda por produtos ultraprocessados enfrenta críticas crescentes, tanto dos consumidores quanto das autoridades de saúde. Nos Estados Unidos, alertas sobre os impactos desses alimentos têm sido emitidos.
Além disso, avanços em medicamentos para perda de peso têm contribuído para alterar os hábitos de consumo da população.
Nova estratégia com foco em beleza e cuidados pessoais
A venda da divisão de alimentos está alinhada com a estratégia do CEO Fernando Fernandez de reposicionar a Unilever. A companhia busca se concentrar em áreas com margens mais altas e potencial de crescimento, como beleza e cuidados pessoais. Essa decisão segue outras mudanças recentes na empresa, como a separação do negócio de sorvetes e uma revisão global de seu portfólio.
As empresas envolvidas nas negociações não divulgaram valores oficiais para a transação nem um prazo para sua conclusão. A Unilever ressaltou que, apesar do interesse e das conversas em andamento, não há garantia de que um acordo será fechado.

