- A Meta dispensou um colaborador em Londres após ele ter baixado cerca de 30 mil fotos privadas de usuários.
- O ex-funcionário está sob investigação da unidade de crimes cibernéticos da Polícia Metropolitana londrina.
- Conforme informações fornecidas pela Meta às autoridades, a violação teria ocorrido ao longo de mais de um ano.
- A empresa afirmou que os indivíduos afetados foram avisados e que a segurança de suas contas foi intensificada.
- A polícia britânica está apurando se o homem criou programas para contornar as medidas de segurança da plataforma.
- No mês de novembro do ano passado, ele foi preso, mas atualmente se encontra em liberdade após pagar fiança.
A Meta, responsável por serviços como Facebook e Instagram, decidiu demitir um funcionário na cidade de Londres após a suspeita de que ele tenha realizado o download de aproximadamente 30 mil imagens privadas pertencentes a usuários. O caso está sendo analisado pela Polícia Metropolitana da capital inglesa.
A dispensa do colaborador ocorreu assim que a Meta tomou conhecimento sobre a violação, que teria início há mais de um ano. A companhia informou às autoridades britânicas e, logo que soube do ocorrido, demitiu o empregado e acionou as forças policiais. Os usuários impactados tiveram suas configurações de segurança aprimoradas.
Um representante da Meta comentou ao jornal The Guardian: “Após identificarmos o acesso indevido por parte de um funcionário há mais de um ano, tomamos medidas imediatas para demitir o indivíduo, notificar os usuários, reportar o caso para as autoridades competentes e aumentar nossas práticas de segurança. Estamos colaborando com a investigação em curso”.
Apuração policial e antecedentes em segurança
A unidade dedicada a crimes cibernéticos da Polícia Metropolitana de Londres está à frente das investigações. A principal linha investigativa sugere que o ex-colaborador pode ter criado softwares destinados a driblar as proteções da plataforma e acessar as imagens privadas dos usuários.
Fontes indicam que o homem foi detido em novembro do ano anterior, contudo, foi liberado após pagamento de fiança e atualmente responde às acusações fora da prisão.
Esse incidente não é isolado no contexto das questões relacionadas à segurança enfrentadas pela Meta em relação aos dados dos usuários. Em 2024, a Comissão Irlandesa de Proteção de Dados (DPC) multou a empresa em 91 milhões de euros por armazenar senhas sem criptografia nas redes sociais. Além disso, em 2022, houve uma penalidade anterior no valor de 265 milhões de euros devido ao vazamento de dados pessoais dos usuários do Facebook.
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