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Rio de Janeiro intensifica combate à ocupação irregular nas praias

Jornal CariocaJornal Cariocajulho 8, 2026 235 Minutes read0

Na última terça-feira (7), a Prefeitura do Rio de Janeiro, em colaboração com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, revelou o programa Tolerância Zero. Essa iniciativa visa combater a exploração indevida de áreas públicas na capital carioca. As ações terão foco inicial nas regiões da orla da Zona Sul e estão programadas para começar no dia 16 de julho.

As autoridades destacaram que o principal intuito é promover um esforço conjunto entre várias instituições para coibir a distribuição e venda de produtos considerados ilegais nos calçadões. A Prefeitura enfatiza que essa medida tem como meta desmantelar uma rede de exploração associada ao crime organizado.

Programa Tolerância Zero foca na ocupação ilegal da orla

O lançamento do programa ocorreu no Centro de Operações Rio, localizado na Cidade Nova, no coração da cidade. Estiveram presentes o prefeito Eduardo Cavaliere e o secretário estadual de Segurança Pública, Victor Santos.

A execução das ações contará com a colaboração das forças de segurança e terá início em 16 de julho.

Cavaliere declarou que a meta central do programa é unir esforços entre as diversas esferas governamentais para combater a distribuição e comercialização de produtos ilegais.

“A exploração dos espaços públicos é uma prática antiga no Rio, que persiste há décadas. Contudo, sua forma atual, com maior volume, padronização e pontos de distribuição, consolidou-se como uma prática ilegal relacionada ao crime organizado”, comentou o prefeito Eduardo Cavaliere.

Decretos estabelecerão perímetro de tolerância zero

Dentre as primeiras ações anunciadas estão a criação de dois decretos, que definirão um perímetro de tolerância zero contra a exploração dos espaços públicos nos calçadões em quatro bairros da Zona Sul:

  • Leme
  • Copacabana
  • Ipanema
  • Leblon

A previsão é que cerca de 70 locais estratégicos para ocupação sejam mapeados para impedir a exploração dessas áreas. O levantamento foi conduzido pela Secretaria Municipal de Ordem Pública.

Poder público denuncia exploração de ambulantes

No tocante à segurança pública, o secretário estadual Victor Santos destacou que a operação visa combater grupos que estariam explorando trabalhadores envolvidos em atividades ilegais.

“Não podemos permitir que o crime organizado explore pessoas para realizar essas atividades ilícitas. A prefeitura está informando sobre a operação com antecedência, oferecendo aos cidadãos trabalhadores a chance de se regularizarem”, ressaltou Victor Santos, secretário da Segurança Pública do Rio.

A Prefeitura esclareceu que as ações contra os ambulantes irregulares não afetarão aqueles devidamente autorizados a atuar na orla.

“É crucial não confundir os trabalhadores ambulantes legalizados com aqueles que operam sob a exploração do espaço público por organizações criminosas. Nosso objetivo é deixar claro quem são os alvos dessa operação”, afirmou Cavaliere.

Pontos ilegais identificados nos calçadões

A partir das ações preventivas realizadas nos calçadões da Zona Sul do Rio, as autoridades detectaram uma série de problemas relacionados à ocupação irregular dos espaços públicos.

Dentre os principais problemas observados estão:

  • Cobrança indevida por pontos comerciais
  • Exploração abusiva de ambulantes
  • Venda e aluguel clandestino de pontos comerciais
  • Produtos sem comprovação de origem
  • Sistemas próprios de abastecimento

A análise realizada pelo poder público sugere que essas práticas criaram uma rede organizada voltada à exploração em locais com alta circulação tanto de moradores quanto visitantes.

Secretaria identifica 22 depósitos ilegais

No mesmo contexto, o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior , informou que investigações revelaram a existência de 22 depósitos ilegais utilizados sem autorização.

A estimativa aponta para cerca de um faturamento anual próximo a R$ 100 milhões proveniente da locação destes pontos, depósitos e outros equipamentos.

Aproximadamente há também mil pontos ilegais operando nas áreas citadas.

Dentre os ambulantes irregulares identificados, estima-se que cerca de 20% sejam estrangeiros.

“Algumas facções criminosas chegam a cobrar valores entre R$ 200 e R$ 300 por dia por pontos nos calçadões. Há uma clara exploração dos ambulantes e práticas clandestinas na venda e locação desses pontos. Além disso, mercadorias sem comprovação legal estão sendo vendidas. Como pode um chocolate famoso custar R$100 em um shopping e ser vendido por R$30 por um ambulante? Isso não é possível se não houver algo ilegal por trás”, explicou o secretário Marcus Belchior .

GSI-RJ produzirá informações para análises

Dentre as instituições envolvidas no programa está oGabinete de Segurança Institucional do Estado do Rio de Janeiro (GSI-RJ).

Segundo as informações oficiais, esse órgão será encarregado pela produção dos dados necessários para as avaliações das demais entidades participantes do projeto.

“Essa colaboração é fundamental porque não se trata apenas da segurança; ela afeta diretamente o comércio, o turismo e até mesmo a mobilidade urbana. O GSI atuará como órgão responsável pela inteligência estatal, coordenando as informações junto à Seop e demais entidades envolvidas no combate ao crime organizado”, afirmouRoberto Leão , chefe do GSI-RJ.

Câmeras, drones e aumento no policiamento

A atuação não se restringirá apenas às praias; também haverá um aumento no policiamento nas vias que dão acesso aos calçadões. Conforme anunciado pela Prefeitura, essa operação incluirá:

  • Agentes
  • Câmeras
  • Drones

A intenção é romper com uma rede ilegal ligada à apropriação indevida dos espaços públicos.

A Prefeitura planeja intensificar as ações voltadas àapreensão das mercadorias irregulares , especialmente aquelas sem nota fiscal , além do combate aosdepósitos clandestinos .

“Recentemente foram identificadas vendas clandestinas das camisas da seleção brasileira durante a Copa do Mundo em diversos locais da cidade. Isso não pode ser considerado uma mera coincidência”, concluiuBelchior .

Impacto sobre comércio , turismo e mobilidade urbana

A avaliação das autoridades é clara: o programaTolerância Zero não se limita à segurança pública. Tanto o Governo Estadual quanto a Prefeitura concordam que a ocupação ilegal dos espaços na orla prejudica diretamente ocomércio formal ,turismo

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