- Polícia Federal deflagrou operação contra esquema de funcionários fantasmas em Angra dos Reis.
- Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Angra, Rio de Janeiro e Juiz de Fora.
- Investigações apontam nomeação de assessores sem vínculo efetivo para apoio político-financeiro.
- Há suspeita de prática de ‘rachadinha’, com exigência de repasse de parte dos salários.
- Declarações falsas de prestação de contas eleitorais também foram identificadas pela PF.
- Investigados podem responder por falsidade ideológica eleitoral, peculato e abuso de poder.
A Polícia Federal iniciou nesta terça-feira (24/3) uma operação para desarticular um esquema de nomeação de funcionários fantasmas e desvio de recursos na Câmara Municipal de Angra dos Reis, na região sul do estado do Rio de Janeiro.
Até o momento, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços vinculados aos investigados. As ações ocorreram em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e em Juiz de Fora, Minas Gerais. Entre os locais alvo das buscas estão residências, um escritório de advocacia e um gabinete parlamentar na Câmara de Vereadores de Angra.
Mecanismo da fraude: assessores sem vínculo e rachadinha
As investigações da Polícia Federal apontam para uma estrutura organizada que utilizava a máquina pública para nomear assessores parlamentares sem vínculo de trabalho efetivo. A PF indica que esse processo visava a obtenção de apoio político-financeiro.
Há também indícios de exigência de repasses de parte dos salários dos assessores fantasmas, prática conhecida como “rachadinha”.
Crimes eleitorais e desvio de poder
Os agentes identificaram declarações falsas de prestação de contas, com omissão de despesas e informações incorretas sobre a contratação de serviços e o destino dos recursos durante a campanha eleitoral.
Os investigados podem responder pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, peculato, desvio e abuso de poder político e econômico. Outras infrações podem ser identificadas no decorrer das apurações.
