Agentes da Polícia Civil efetuaram a prisão de um motorista de aplicativo em Niterói no dia 21 de setembro. Ele havia sido condenado a 9 anos e 7 meses de reclusão, em regime fechado, pelo crime de estupro de vulnerável.
A operação foi conduzida pela Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), uma unidade da Polícia Civil do Rio de Janeiro que se dedica, entre outras funções, à busca por indivíduos que possuem mandados de prisão em aberto.
Condenado encontrado em Niterói
Segundo informações sobre a ação policial, os investigadores realizaram um trabalho meticuloso de inteligência até conseguirem localizar o homem em Niterói. Ele possuía um mandado de prisão que determinava a execução da pena de 9 anos e 7 meses em regime fechado.
Após sua detenção, o indivíduo foi transferido para uma delegacia e agora aguarda decisão judicial para iniciar o cumprimento da pena imposta.
A condenação se refere ao crime tipificado como estupro de vulnerável, conforme o artigo 217-A do Código Penal brasileiro, que abrange casos em que a vítima não tem capacidade para resistir ao ato sexual.
Caso envolveu passageira vulnerável
As investigações realizadas pela Polícia Civil indicam que o condenado atuava como motorista de aplicativo no momento do crime. A vítima solicitou uma corrida após deixar uma festa e, conforme os relatos obtidos, estava sob efeito de bebidas alcoólicas e em uma situação vulnerável.
De acordo com as apurações na época, a mulher, então com 38 anos, estava acompanhada por amigas no início da corrida. Após as demais passageiras desembarcarem, ela permaneceu sozinha no carro. A violência sexual ocorreu quando já se aproximava do seu destino em Niterói.
Ainda segundo os dados levantados durante as investigações, a vítima procurou atendimento médico e registrou um boletim de ocorrência após o incidente. Posteriormente, ela descobriu estar grávida devido à violência sexual e teve acesso ao procedimento legal para interrupção da gestação previsto na legislação brasileira.
O motorista foi preso durante a fase investigativa em julho de 2024, após a Justiça emitir um mandado de prisão preventiva. Agora, após a confirmação da condenação, ele foi novamente encontrado e detido para cumprir a sentença imposta pelo tribunal.
Como fazer uma denúncia sobre violência contra mulheres
Mulheres que estejam enfrentando situações de violência ou pessoas cientes desses casos podem buscar apoio na rede de proteção. A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 está disponível gratuitamente 24 horas por dia, todos os dias da semana, oferecendo orientações, informações sobre serviços especializados e recebendo denúncias.
O atendimento também pode ser realizado via WhatsApp pelo número (61) 9610-0180. O Ministério das Mulheres orienta que em situações emergenciais ou quando um crime estiver ocorrendo, deve-se acionar imediatamente a Polícia Militar pelo número 190.
Além disso, casos relacionados a prisões e investigações na região podem ser acompanhados pela cobertura policial local.

