Uma ação da Polícia Civil está focada em dois indivíduos suspeitos de serem peças-chave em uma milícia que opera no Rio de Janeiro. Investigações revelam que um dos alvos já havia sido detido anteriormente no Fonseca, em Niterói, em abril deste ano.
A Polícia Civil informou que os suspeitos estão associados a cobranças coercitivas dirigidas a residentes e comerciantes locais, assim como a atividades armadas decorrentes da disputa por áreas de controle. Este caso levanta preocupações sobre o impacto das operações de grupos criminosos na Região Metropolitana do Rio.
Operação da Polícia Civil foca em suspeitos de milícia no Rio
No dia 24 de outubro, a Polícia Civil do Rio de Janeiro lançou uma operação visando dois homens identificados como integrantes de uma milícia ativa nas áreas de Rio das Pedras, Catiri e Catonho, localizadas nas zonas Sudoeste e Oeste do estado.
Conforme os dados coletados, os indivíduos são acusados de liderar a cobrança de taxas a moradores e comerciantes dessas localidades. Além disso, eles estariam envolvidos na coordenação de ações armadas para garantir e expandir o domínio territorial do grupo criminosa.
Um dos suspeitos, conhecido como Rodrigo Marques Carbone, foi capturado em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, onde, segundo as investigações, estava se escondendo.
O outro implicado, Luick Ferreira Cabral Pequeno, já havia sido preso anteriormente na comunidade Santo Cristo, localizada no bairro Fonseca, Niterói. Apesar de estar sob custódia, ele teve um novo mandado cumprido durante a operação realizada nesta quarta-feira.
Sujeito detido no Fonseca ligado à guerra entre facções
A investigação revela que ambos os homens ocupavam posições significativas dentro da estrutura criminosa. Eles são referidos como “puxadores de guerra”, um termo que caracteriza aqueles que lideram confrontos armados, invasões em territórios rivais e atividades de controle territorial.
No caso do detido em Niterói, as autoridades afirmam que ele foi encontrado portando uma arma e uma granada em abril. Durante sua captura, ele estava acompanhado por indivíduos associados ao Terceiro Comando Puro (TCP), que teriam se deslocado da Vila do João, situada no Complexo da Maré.
Ainda segundo a investigação, o grupo estava engajado em uma ofensiva contra faccionários rivais no momento da prisão.
Análise aponta aliança entre milícia e TCP
A Polícia Civil destaca que a milícia sob investigação mantém uma colaboração com membros do Terceiro Comando Puro (TCP). Essa aliança busca fortalecer o poder bélico da organização criminosa, consolidar áreas já dominadas e expandir seu território sobre regiões controladas pelo Comando Vermelho (CV).
A possibilidade dessa conexão entre a milícia e facções criminosas é motivo de preocupação para as autoridades, pois pode influenciar diversas áreas na Região Metropolitana, incluindo Niterói.
Caminho da investigação até aqui
A investigação começou em setembro de 2025 após uma operação realizada pela Draco na Estrada do Cafundá, situada na Zona Oeste do Rio.
Nesse evento, conforme informações coletadas pela polícia, foram apreendidos:
- dentre outros itens:
- dívidas em dinheiro;
- uma pistola;
- sinais eletrônicos;
- um veículo clonado.
A equipe investigativa apurou que o carro clonado era produto de roubo.
Análise dos celulares contribui para o mapeamento do grupo criminoso
Através da avaliação dos celulares apreendidos durante a operação anterior, os investigadores conseguiram delinear parte da hierarquia da organização criminosa.
A análise revelou conversas sobre:
- a cobrança diária;
- a divisão geográfica das atividades;
- a movimentação das equipes para áreas diversas;
- a interação entre operadores financeiros e membros armados;
- a arrecadação financeira dentro do grupo.
A Polícia Civil assegura que as investigações continuam com o intuito de identificar outros membros e aprofundar o entendimento sobre a estrutura criminosa envolvida.
Efeitos sobre Niterói e a Região Metropolitana strong>
A menção ao bairroFonseca strong >em Niterói é significativa devido ao potencial impacto das disputas entre grupos criminosos fora dos limites da capital. A Polícia Civil aponta que o indivíduo detido nesse local teria ligação com ações violentas associadas à guerra territorial entre organizações criminosas. p >
A ampliação das investigações visa elucidar as atividades dos suspeitos e possíveis ligações entre a milícia e facções, além dos efeitos dessa luta nos municípios pertencentes àRegião Metropolitana do Rio strong >. p >
A Polícia Civil reafirma seu compromisso com o combate à colaboração entre milícias eTCP strong >e com a identificação de outros participantes dessa estrutura criminosa. p >

