Na manhã desta quarta-feira (27), a morte de dois operários durante uma operação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro gerou indignação e diversos protestos em São Gonçalo, localizado na Região Metropolitana do Rio.
As vítimas foram identificadas como Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46 anos. De acordo com informações de testemunhas, ambos eram pedreiros e estavam a caminho do trabalho em uma motocicleta quando foram atingidos por disparos durante a ação policial no bairro Jardim Catarina.
🚨 Amiga das vítimas, dois pedreiros mortos no Jardim Catarina, comentou:
"Foram mais de 40 tiros em dois moradores, foi uma execução. Não houve abordagem, apenas morte." #BalançoGeralRJ
🎥 Reprodução/Record Rio pic.twitter.com/kI6alHCOSY
— Tino Junior (@tinojunior) May 27, 2026
Depoimentos indicam que as vítimas levavam ferramentas
<pMoradores relataram que os homens estavam:
- portando ferramentas de trabalho;
- levando marmitas;
- e transportando um tripé utilizado em obras.
Relatos adicionais sugerem que os policiais podem ter confundido o equipamento carregado pelos trabalhadores com um fuzil.
A veracidade dessa informação será objeto de investigação oficial.
Manifestações bloquearam BR-101 e RJ-104
Após a confirmação das mortes, a população local organizou protestos que bloquearam vias cruciais na Região Metropolitana.
Pneus foram queimados e houve interrupções:
- na BR-101;
- e também em um trecho da RJ-104.
O tráfego ficou completamente paralisado em determinados momentos ao longo da manhã.
Marcelo da Cruz Silva, 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, 46 anos, eram pedreiros. Testemunhas afirmaram que estavam levando suas ferramentas e marmitas para o trabalho quando foram mortos pela PM no Jardim Catarina.
A situação permanece tensa e cerca de 8 linhas de ônibus estão paradas. É a… pic.twitter.com/VnNjHpANCx
— Marina do MST (@marinadomst) May 27, 2026
Suspensão das linhas de ônibus
A Prefeitura de São Gonçalo comunicou que pelo menos dez linhas de ônibus tiveram suas operações interrompidas na área do Jardim Catarina por motivos de segurança.
A suspensão impactou diretamente:
- trabalhadores;
- estudantes;
- e moradores dependentes do transporte público.
Análise das imagens das câmeras corporais pela PM
A tenente-coronel Cláudia Moraes, porta-voz da PM, afirmou que as circunstâncias envolvendo o caso serão esclarecidas por meio das investigações.
Ela destacou que as gravações das câmeras corporais dos policiais envolvidos serão fundamentais para a apuração dos fatos.
Apreensão das armas pelos agentes da Polícia Civil
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro anunciou que:
- as armas utilizadas pelos policiais foram confiscadas;
- serão realizados exames balísticos;
- e os agentes envolvidos prestarão depoimento.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.
Acompanhamento pela Comissão de Direitos Humanos
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro informou que sua Comissão de Direitos Humanos está monitorando o desenrolar das investigações.
A deputada estadual Dani Monteiro expressou preocupação diante das informações iniciais sobre as circunstâncias dos falecimentos.
Tensão crescente sobre operações na Região Metropolitana
Esse incidente reacende discussões acerca de:
- protocolos adotados pelas forças policiais;
- uso da força em operações;
- a atuação em áreas urbanas;
- a segurança dos trabalhadores durante intervenções policiais.
Atualizações sobre o caso até o momento
Dois operários perderam a vida durante uma operação policial no Jardim Catarina, em São Gonçalo, resultando em manifestações nas principais rodovias da região.
Quem são as vítimas?
As vítimas foram identificadas como Marcelo da Cruz Silva (41 anos) e Edivan Felipe de Assis (46 anos).
O que motivou os protestos?
Os moradores se manifestaram após as mortes dos dois operários durante a ação policial no bairro.
O caso está sendo investigado?
Sim. A Polícia Civil está analisando as filmagens das câmeras corporais e realizará perícia nas armas utilizadas pelos policiais envolvidos.
Posição da Polícia Militar
“A Assessoria de Imprensa da Secretaria Estadual de Polícia Militar informa que um procedimento investigativo está sendo conduzido pelo comando do 7º BPM (São Gonçalo) para averiguar todas as circunstâncias nas quais os policiais militares atingiram dois homens em uma motocicleta durante a ocupação na localidade Ipuca nesta quarta-feira (27/05). O local foi isolado e a Delegacia de Homicídios foi acionada. A Corporação lamenta as mortes de Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis e reafirma seu compromisso com a transparência ao colaborar integralmente com as investigações.”
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