Skip to content
Jornal Carioca
Jornal Carioca
Jornal Carioca
Jornal Carioca
  • Home
  • Brasil
  • Economia
  • Justiça
  • Notícias
  • Fale Conosco
  • Home
  • Brasil
  • Economia
  • Justiça
  • Notícias
Jornal Carioca
Jornal Carioca
Saude
Saude

Mercado ilegal de canetas emagrecedoras aumenta riscos de produtos falsificados e sem procedência

RedacaoRedacaosetembro 23, 2026 853 Minutes read0

Fiscalizações da Anvisa identificaram mais de 1,3 milhão de medicamentos injetáveis irregulares apreendidos entre janeiro e abril de 2026; especialistas alertam para riscos à saúde

A popularização das canetas emagrecedoras, utilizadas no tratamento da obesidade e do diabetes, trouxe uma preocupação para médicos e autoridades sanitárias: a circulação de medicamentos falsificados e de procedência desconhecida. Vendidos principalmente pela internet e por canais informais, esses produtos podem representar riscos graves à saúde de quem busca perder peso sem conhecer a verdadeira composição do que está aplicando no próprio corpo.

O problema já mobiliza autoridades brasileiras e internacionais há algum tempo. Em junho de 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre a identificação de três lotes falsificados de medicamento à base de semaglutida, encontrados no Brasil, no Reino Unido e nos Estados Unidos entre outubro e dezembro de 2023. Segundo a organização, os produtos falsificados podem conter doses incorretas, substâncias desconhecidas ou ingredientes nocivos, comprometendo o tratamento e colocando a vida dos pacientes em risco.

No Brasil, o avanço do mercado irregular também aparece nos números das operações de fiscalização. Em maio de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que inspeções realizadas entre janeiro e abril resultaram na apreensão de mais de 1,3 milhão de unidades de medicamentos injetáveis irregulares e na interdição de oito dos 26 estabelecimentos avaliados. Em uma operação conjunta com a Polícia Federal, realizada em abril, foram identificadas transações irregulares de R$ 4,8 milhões envolvendo tirzepatida em quantidade suficiente para produzir mais de um milhão de dispositivos injetáveis

A preocupação ganhou novos desdobramentos em setembro. No último dia 16, a Anvisa proibiu a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso da caneta emagrecedora T36, por não possuir registro sanitário no país. A agência destacou que a segurança e a eficácia do produto não foram avaliadas no Brasil.

De acordo com o médico Fabrício Araújo, especialista em saúde hormonal masculina, obesidade e medicina de longevidade, o principal perigo está na impossibilidade de saber exatamente o que existe dentro de um medicamento falsificado. “Quando uma pessoa compra uma caneta emagrecedora de origem desconhecida, ela não tem como saber se está realmente utilizando o medicamento que acredita ter comprado, muito menos se a dose está correta. Estamos falando de substâncias que atuam diretamente no organismo e que precisam de indicação e acompanhamento médico. Uma dose inadequada ou um produto contaminado pode provocar consequências sérias. Não vale a pena colocar a saúde em risco na tentativa de acelerar o emagrecimento“, alerta o médico.

Entre os problemas associados aos medicamentos injetáveis irregulares estão a possibilidade de contaminação microbiológica, falhas na esterilização e armazenamento inadequado, que podem comprometer a integridade do produto. Para Fabrício, a facilidade de acesso a esses produtos, especialmente pelas redes sociais, pode contribuir para que o paciente subestime os riscos envolvidos no tratamento. “Existe uma diferença muito grande entre utilizar um medicamento com indicação médica e comprar uma caneta porque alguém indicou nas redes sociais ou porque o preço está mais atrativo. Cada paciente tem uma condição de saúde, um histórico clínico e necessidades específicas. O tratamento da obesidade precisa considerar tudo isso. Não podemos transformar um medicamento em um produto de consumo comum, como se qualquer pessoa pudesse utilizar sem avaliação prévia“, explica.

O especialista também ressalta que as canetas emagrecedoras podem fazer parte de uma estratégia eficaz para o controle da obesidade, desde que utilizadas por pacientes com indicação clínica, dentro de um planejamento individualizado e com acompanhamento profissional. “O objetivo do tratamento não é apenas reduzir o número na balança, mas melhorar a saúde, preservar a qualidade de vida e alcançar resultados que possam ser mantidos ao longo do tempo. Nenhum resultado estético justifica o risco de utilizar um medicamento falsificado“, conclui.

Tags
AnvisaBrasilcanetas emagrecedorasdiabetesemagrecimentoFabrício Araújofalsificaçãomedicamentos falsificadosmedicamentos injetáveismedicamentos irregularesmercado ilegalobesidadesaúdesaúde públicasegurança do pacientesemaglutidatirzepatidavigilância sanitária
FacebookTwitterWhatsAppLinkedInEmailLink
Previous post AMIG Brasil manifesta apoio ao MPF e repudia ataques de executivo da Vale aos órgãos de controle
next post Tragédia em Niterói: ex-policial de 53 anos perde a vida em colisão entre moto e caminhão

Notícias em Destaque

Justiça

Gaeco cumpre 40 mandados de busca e apreensão em sete municípios ...

fevereiro 25, 20250

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MPMA) deflagrou, na manhã desta terça-feira, uma operação que cumpre 40 mandados de busca e apreensão em sete municípios do estado.A ação foi autorizada pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, por determinação da desembarga...

Read more

Enel identifica 17 ligações clandestinas de energia em quiosques de Niterói

maio 20, 2026

Mundial abre 100 oportunidades de trabalho no Rio de Janeiro e Niterói

junho 17, 2026

Niterói realiza teste para alunos do 2º ao 9º ano e adapta metodologia de ensino com base nos resultados

setembro 2, 2026

SOBRE

Somos o Jornal Carioca, comprometidos em oferecer notícias relevantes e precisas sobre o Rio de Janeiro. Mantenha-se informado com nossa equipe dedicada.

NOVIDADE

Janguiê Diniz defende inclusão do Fies no Desenrola 2.0 como “segunda chance” para estudantes endividados

maio 8, 2026

Entre blocos e sabores, Olinda Dá Gosto se firma como ponto gastronômico do Carnaval

fevereiro 9, 2026

Cenário no Rio de Janeiro: atualizações sobre as candidaturas ao governo e Senado a poucos dias da votação

setembro 30, 2026

Chef Rafha Diniz leva releitura do Baião de Dois ao Villa D’Águas Ecoparque

março 10, 2026

#Tags

NiteróiRio de JaneiroCidadesPolíciaRiopolíticaEconomiaEmpregosprevisão do tempoeducaçãoNégociosDefesa CiviltecnologiaBrasilEmpreendedorismoPrefeitura de NiteróiSão Gonçalotrânsitodestaquesentretenimento

Jornal Carioca. © 2025 Copyright. Todos os Direitos Estão Reservados.