Os icônicos vitrais da Igreja da Candelária, situada no coração do Rio de Janeiro, estão passando por uma restauração sem precedentes. Esta é a primeira vez em 127 anos que os painéis foram completamente removidos para receber um tratamento especializado.
A restauração visa preservar um dos mais significativos conjuntos artísticos do patrimônio cultural e religioso da cidade. Além de restaurar as peças, o projeto contempla ações para minimizar a umidade, proteger os vidros e capacitar profissionais na área de conservação.
Vitrais da Igreja da Candelária</strong recebem atenção especial em restauração
A restauração dos vitrais da Igreja da Candelária representa uma conquista histórica para o patrimônio cultural carioca. Os painéis foram retirados pela primeira vez desde sua instalação em 1899.
A proposta foi submetida à análise e aprovada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A ação é promovida pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) em parceria com a Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária (ISSC), com supervisão contínua do Iphan durante todo o processo.
A restauração conta com o financiamento da Fundação Gerda Henkel, da Alemanha, além do apoio do Consulado Alemão.
Conforme informações divulgadas pela Prefeitura do Rio, o projeto “Vitrais da Igreja da Candelária: restauração de um patrimônio em risco” tem um investimento de R$ 1,6 milhão, equivalente a cerca de 273 mil euros, oriundos do programa internacional Funding Initiative Patrimonies.
Três vitrais estão sendo restaurados
No total, estão sendo recuperados três vitrais. O principal deles, situado na parte central da igreja, ilustra Nossa Senhora da Candelária com o menino Jesus.
Os outros dois vitrais laterais representam anjos anunciadores. O processo de intervenção envolveu a remoção cuidadosa de 117 painéis de vidro e chumbo, sendo que cada vitral possui 39 painéis.
A retirada permitiu que os especialistas identificassem danos acumulados ao longo de mais de cem anos. Entre os problemas detectados estão os efeitos das intempéries, poluição e atos de vandalismo.
Vidros provenientes da Alemanha serão utilizados na recuperação
Cerca de vidros coloridos especiais, semelhantes aos usados nos vitrais do século 19, serão importados da Alemanha para garantir a preservação das características originais das peças.
A recuperação inclui ainda:
- Pigmentos esmaltados;
- Tintas especiais à base de prata;
- Recomposição das cores originais;
- Instalação de vidraças protetoras;
- Sistemas de telas metálicas;
- A recuperação das redes de chumbo;
- Cura para trincas; strong>
- A recomposição dos vazios nos vidros; strong>
- Limpagem especializada; strong>
- A consolidação das pinturas fragilizadas. strong>
A solução protetiva adota modelos utilizados em países europeus focados na preservação desse tipo de patrimônio histórico.
Sistema de ventilação strong > será implementado para combater a umidade nos painéis h2 >
A implantação de um novo sistema de ventilação strong > também faz parte das etapas importantes do processo. Essa medida visa reduzir a umidade que se acumula na face interna dos painéis, causada pela condensação, que pode prejudicar os vidros pintados strong >. p >
A intervenção também inclui a instalação de vidraças com sistema isotérmico. O objetivo é aumentar a durabilidade dos painéis e diminuir riscos futuros. A previsão é que o restauro seja concluído no segundo semestre de 2026 strong >. p >
Patrimônio cultural strong > também contará com formação profissional h2 >
A recuperação está sendo realizada na sede da Irmandade de Nossa Senhora da Candelária strong >, localizada no centro do Rio. O projeto não abrange apenas a restauração física das obras; inclui também uma fase formativa. p >
Cursos sobre técnicas de restauração em vitrais strong > foram oferecidos aos profissionais dedicados à conservação do patrimônio cultural. p >
A iniciativa amplia o alcance do projeto, pois não apenas preserva os vitrais como também capacita especialistas que poderão atuar em futuras intervenções conservadoras. p >
“Além de monitorar atentamente cada etapa deste restauro, o Iphan também participa ativamente do curso, ressaltando a importância da troca de conhecimentos e formação contínua para uma preservação qualificada do patrimônio cultural”, comentou a superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patricia Corrêa strong >. p >
Obras datam do século 19 h2 >
A elaboração dos vitrais monumentais foi feita por João Zeferino da Costa strong > em colaboração com Henrique Bernardelli strong >. A execução ocorreu em 1898 strong > pelo Real Estabelecimento de Vidraças Artísticas F.X. Zettler strong >, localizado em Munique, na Alemanha. As peças foram instaladas no ano seguinte, em 1899. p >
O artista deixou desenhos originais acompanhados por anotações que atualmente orientam as intervenções restaurativas. A Igreja Nossa Senhora da Candelária é tombada pelo Iphan desde 1938 strong > e é considerada um dos principais marcos históricos e arquitetônicos no Centro carioca. p >
Danos acumulados h2 >
A restauradora e técnica do Iphan, Cláudia Nunes h2 >
“A intervenção é crucial para assegurar a longevidade dessas peças. Ao longo dos mais de cem anos, os vitrais sofreram com diversas condições climáticas adversas, poluição e até vandalismos. Com a remoção, conseguimos identificar esses danos mais claramente e implementar medidas protetivas. O restauro garantirá sua preservação e prolongará sua durabilidade”, enfatizou Nunes. p >
Projeto incluirá seminário, exposição e publicações h2 >
No cronograma constam ações voltadas à difusão do conhecimento. Um<strong seminário internacional está programado para agosto, acompanhado por uma<strong exposição pública, além da publicação de um<strong livro, que documentará todo o processo restaurativo.
A Prefeitura do Rio também informou que alunos do<strong Educandário Gonçalves de Araújo, mantido pela Irmandade da Candelária, participarão em abril de uma oficina sobre<strong Educação Patrimonial, onde aprenderão a criar um vitral.
A restauração sublinha a relevância da conservação dos bens históricos numa cidade repleta de monumentos significativos e intensa circulação diária entre moradores, trabalhadores e visitantes no Centro.
A recuperação está sendo realizada na sede da Irmandade de Nossa Senhora da Candelária strong >, localizada no centro do Rio. O projeto não abrange apenas a restauração física das obras; inclui também uma fase formativa. p >
Cursos sobre técnicas de restauração em vitrais strong > foram oferecidos aos profissionais dedicados à conservação do patrimônio cultural. p >
A iniciativa amplia o alcance do projeto, pois não apenas preserva os vitrais como também capacita especialistas que poderão atuar em futuras intervenções conservadoras. p >
“Além de monitorar atentamente cada etapa deste restauro, o Iphan também participa ativamente do curso, ressaltando a importância da troca de conhecimentos e formação contínua para uma preservação qualificada do patrimônio cultural”, comentou a superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patricia Corrêa strong >. p >
Obras datam do século 19 h2 >
A elaboração dos vitrais monumentais foi feita por João Zeferino da Costa strong > em colaboração com Henrique Bernardelli strong >. A execução ocorreu em 1898 strong > pelo Real Estabelecimento de Vidraças Artísticas F.X. Zettler strong >, localizado em Munique, na Alemanha. As peças foram instaladas no ano seguinte, em 1899. p >
O artista deixou desenhos originais acompanhados por anotações que atualmente orientam as intervenções restaurativas. A Igreja Nossa Senhora da Candelária é tombada pelo Iphan desde 1938 strong > e é considerada um dos principais marcos históricos e arquitetônicos no Centro carioca. p >
Danos acumulados h2 >
A restauradora e técnica do Iphan, Cláudia Nunes h2 >
“A intervenção é crucial para assegurar a longevidade dessas peças. Ao longo dos mais de cem anos, os vitrais sofreram com diversas condições climáticas adversas, poluição e até vandalismos. Com a remoção, conseguimos identificar esses danos mais claramente e implementar medidas protetivas. O restauro garantirá sua preservação e prolongará sua durabilidade”, enfatizou Nunes. p >
Projeto incluirá seminário, exposição e publicações h2 >
No cronograma constam ações voltadas à difusão do conhecimento. Um<strong seminário internacional está programado para agosto, acompanhado por uma<strong exposição pública, além da publicação de um<strong livro, que documentará todo o processo restaurativo.
A Prefeitura do Rio também informou que alunos do<strong Educandário Gonçalves de Araújo, mantido pela Irmandade da Candelária, participarão em abril de uma oficina sobre<strong Educação Patrimonial, onde aprenderão a criar um vitral.
A restauração sublinha a relevância da conservação dos bens históricos numa cidade repleta de monumentos significativos e intensa circulação diária entre moradores, trabalhadores e visitantes no Centro.
A restauradora e técnica do Iphan, Cláudia Nunes h2 >
“A intervenção é crucial para assegurar a longevidade dessas peças. Ao longo dos mais de cem anos, os vitrais sofreram com diversas condições climáticas adversas, poluição e até vandalismos. Com a remoção, conseguimos identificar esses danos mais claramente e implementar medidas protetivas. O restauro garantirá sua preservação e prolongará sua durabilidade”, enfatizou Nunes. p >
Projeto incluirá seminário, exposição e publicações h2 >
No cronograma constam ações voltadas à difusão do conhecimento. Um<strong seminário internacional está programado para agosto, acompanhado por uma<strong exposição pública, além da publicação de um<strong livro, que documentará todo o processo restaurativo.
A Prefeitura do Rio também informou que alunos do<strong Educandário Gonçalves de Araújo, mantido pela Irmandade da Candelária, participarão em abril de uma oficina sobre<strong Educação Patrimonial, onde aprenderão a criar um vitral.
A restauração sublinha a relevância da conservação dos bens históricos numa cidade repleta de monumentos significativos e intensa circulação diária entre moradores, trabalhadores e visitantes no Centro.
