A tentativa de mediação feita pelo TRT-RJ em conjunto com o Ministério Público do Trabalho não conseguiu estabelecer um acordo. Assim, os trabalhadores decidiram seguir com a paralisação, que continua afetando milhares de passageiros na Região Metropolitana, incluindo aqueles que se deslocam de Niterói.
A greve dos motoristas de ônibus no Rio de Janeiro seguirá por mais alguns dias. Na audiência de conciliação realizada nesta terça-feira (30), o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) e o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) tentaram mediar um entendimento entre os trabalhadores e as empresas, mas as negociações não chegaram a um consenso.
<pEssa decisão mantém a situação complicada para milhares de usuários que dependem das linhas municipais da capital carioca, incluindo os moradores de Niterói que trabalham no Rio e utilizam os ônibus para completar seu trajeto após atravessar a Ponte Rio-Niterói ou usar as Barcas.
Proposta sugeria pausa na greve
No decorrer da audiência, foi apresentada uma proposta intermediária pelo TRT-RJ e pelo MPT-RJ.
Pela sugestão, os trabalhadores teriam que suspender temporariamente a greve enquanto prosseguiam as negociações.
Em troca, o sindicato dos empregadores se comprometeria a:
- não efetuar descontos pelos dias parados dos funcionários;
- não realizar cortes referentes ao intervalo intrajornada durante as tratativas.
A proposta foi apresentada pelo Sindicato dos Rodoviários, que levou a questão para votação em assembleia logo após a audiência.
Trabalhadores optaram por continuar a paralisação
<pApós votação, os trabalhadores decidiram por <strong.manter a greve, o que impede temporariamente a normalização das operações dos ônibus municipais.
Consequentemente, uma nova audiência de conciliação foi agendada para a próxima segunda-feira, 6 de julho, novamente no Tribunal Regional do Trabalho.
Até essa data, as negociações permanecerão abertas.
Decisão judicial permanece válida
No último sábado (27), o TRT-RJ estabeleceu que no mínimo 50% da frota deve estar em operação durante os horários de maior movimento.
A decisão visa garantir o direito ao deslocamento da população durante o período da greve.
Anteriormente à deliberação judicial, o próprio MPT já havia recomendado que tanto o Sindicato dos Rodoviários quanto o Rio Ônibus mantivessem esse percentual mínimo de veículos em circulação.
MPT reafirma que greve é um direito garantido pela Constituição
<pEm comunicado, o Ministério Público do Trabalho ressaltou que o direito à greve é assegurado pelo artigo 9º da Constituição Federal, sendo regulamentado pela Lei nº 7.783/1989, que estabelece as diretrizes para a realização legal desse tipo de movimento.
A entidade também informou que continuará monitorando as negociações para buscar uma solução que atenda tanto aos direitos dos trabalhadores quanto aos interesses da população.
Impactos também são sentidos em Niterói
Ainda que a paralisação afete apenas os ônibus municipais do Rio de Janeiro, seus efeitos atingem moradores de Niterói.
Muitos profissionais que cruzam diariamente a Ponte Rio-Niterói dependem das linhas municipais para chegar ao trabalho ou retornar para casa. Com a redução da frota e intervalos maiores entre os coletivos, passageiros enfrentam longas filas, ônibus superlotados e aumento no tempo necessário para se deslocar.
A expectativa agora é que a audiência marcada para 6 de julho possa facilitar as negociações e aproximar ambas as partes em busca de um acordo definitivo.
