- Renan Santos, que se apresenta como pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, sugere a separação do Rio de Janeiro do restante do Brasil.
- A proposta envolve a recriação da antiga Guanabara, que existiu de 1960 a 1975.
- Com essa mudança, o Rio de Janeiro se tornaria uma “cidade-estado” com autonomia sobre seu orçamento e segurança.
- O pré-candidato fundamenta sua ideia em questões como corrupção, violência e crise econômica.
- A nova Guanabara teria a capacidade de enfrentar o crime organizado e reorganizar suas atividades produtivas.
- Segundo Renan Santos, essa transformação possibilitaria uma política pública mais efetiva para a desfavelização.
Renan Santos, líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, declarou que uma de suas principais propostas é a “separação do Rio de Janeiro do Brasil”, com o intuito de restaurar o estado da Guanabara e garantir maior autonomia à cidade.
A ideia de Renan busca a recriação da antiga Guanabara, extinta entre 1960 e 1975. Nesse novo arranjo, o município do Rio se transformaria em uma “cidade-estado”. O pré-candidato afirmou: “Vou acabar com o estado do Rio de Janeiro. É isso mesmo, a cidade será desvinculada do estado”.
Autonomia em segurança e finanças
Conforme Renan Santos, o novo estado da Guanabara teria autonomia para gerir suas próprias forças de segurança, permitindo um combate mais eficaz ao crime organizado. Ele também ressalta que a cidade seria responsável pela administração de seu orçamento e das políticas públicas. “A Guanabara teria os meios e a liberdade para destruir o crime organizado e reorganizar as forças produtivas na região. Seu orçamento seria controlado localmente, livre da influência de políticos corruptos”, acrescentou.
Razões por trás da proposta
O líder do MBL defende que o município carioca entrou em um ciclo de declínio desde que deixou de ser a capital federal, com a transferência para Brasília. Ele menciona questões como aumento da violência, corrupção generalizada e perda de relevância econômica e cultural. “Temos música ruim, favelização, escassez de atividades econômicas e um êxodo das melhores mentes para São Paulo, Nova York e até mesmo os Estados Unidos. Além disso, enfrentamos a questão da violência ligada ao crime organizado e uma política local absolutamente corrupta”, afirmou Renan. A proposta inclui ainda a implementação de políticas públicas focadas na desfavelização. “Agora como um estado autônomo, teremos condições claras para implementar ações efetivas nesse sentido”, concluiu.
