FUGA CONFIRMADA | O senador eleito Carlos Jordy (PL), oriundo de Niterói, declarou nesta terça-feira (27) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se dirigiu aos Estados Unidos. Essa afirmação surge após a imposição de restrições que impediram Flávio de deixar o país e a ordem para entrega de seus passaportes, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Confirmado! Flávio Bolsonaro foi para os EUA para evitar ser utilizado como uma moeda de troca no impeachment de Moraes!”, publicou Jordy em suas redes sociais.
Essa postagem reflete a perspectiva do aliado sobre o destino e a motivação da viagem. Contudo, a reportagem ainda não conseguiu verificar de maneira independente se Flávio realmente chegou aos Estados Unidos, qual rota utilizou ou quando exatamente deixou o Brasil.
A Polícia Federal informou que o senador não apresentou seus passaportes no prazo estipulado de 24 horas, que se encerrou na manhã desta terça-feira. Os documentos foram cancelados e a instituição comunicará ao ministro Alexandre de Moraes sobre o descumprimento da ordem.
Informações sobre a saída do Brasil
Desde as primeiras horas dessa terça-feira, diversas informações sobre o paradeiro de Flávio têm circulado com relatos contraditórios entre aliados, meios de comunicação e autoridades.
Pessoas próximas ao senador afirmaram que ele teria deixado o território nacional. Porém, antes disso, o senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável por sua campanha presidencial, negou a saída.
A possibilidade de Flávio ter viajado pela Argentina ganhou destaque após o portal argentino Infobae noticiar que ele teria cruzado a fronteira para embarcar em um jato particular com destino aos EUA.
A PF iniciou uma fiscalização nas fronteiras e voos. Até o momento, não foi registrado oficialmente que o parlamentar tenha passado por um ponto regular de imigração na divisa com a Argentina. O governo argentino também afirmou não ter registros da entrada oficial dele no país.
A falta de um registro formal isoladamente não esclarece se houve uma saída por outra rota. Também não permite determinar como ou quando essa possível travessia ocorreu.
Decisão de Moraes impede saída do país
Na segunda-feira (26), Flávio divulgou um vídeo revelando que havia sido intimado pela Polícia Federal após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.
O senador declarou ter recebido ordens para entregar os passaportes e foi informado sobre a proibição de deixar o Brasil. Ele criticou essa decisão, negou qualquer intenção de viajar e garantiu que cumpriria as determinações recebidas.
Essa ordem faz parte de um inquérito sob supervisão do ministro Moraes. O magistrado também vetou que Flávio tenha contato com o advogado Willer Tomaz, que é investigado no mesmo caso.
O prazo para apresentação dos passaportes expirou na manhã desta terça-feira sem que houvesse entrega. O cancelamento dos documentos e a exigência da sua entrega são medidas distintas: enquanto a primeira refere-se à validade dos passaportes, a segunda está ligada ao cumprimento da determinação judicial.
Motivo da decisão sobre os passaportes
As ações foram adotadas no contexto de uma investigação sobre alegações de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio, Willer Tomaz e empresas associadas ao advogado.
Em suas declarações sobre a decisão, Flávio afirmou que ela estaria fundamentada em uma declaração feita por seu irmão, Eduardo Bolsonaro. Antes do segundo turno das eleições, Eduardo mencionou ser favorável à saída do irmão do Brasil caso ele fosse derrotado nas urnas.
Investigações da PF sobre Flávio e Willer Tomaz
O inquérito teve início na primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Sul e avançou para o Supremo após investigadores encontrarem referências a Flávio em documentos relacionados ao advogado Willer Tomaz.
As apurações realizadas pela PF envolvem movimentações financeiras suspeitas ligadas a empresas operando no setor de apostas. Um dos aspectos sob análise é o cadastro do senador como “usuário master” em uma conta relacionada à Alcazar Holdings, empresa conectada ao advogado.
Os investigadores buscam esclarecer qual é a natureza desse acesso e se ele tem relação com as movimentações financeiras sob investigação. Tanto Flávio quanto Willer negam qualquer irregularidade e afirmam manter uma relação amistosa.
Na semana anterior, Moraes impôs também restrições contra Willer Tomaz, incluindo bloqueios que podem alcançar até R$ 6 bilhões. A defesa do advogado contesta essas ações. A abertura do inquérito não implica em condenação.
Contestações sobre os resultados eleitorais por parte de Flávio
Esse desdobramento ocorre dois dias após o segundo turno em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, frente aos 48,21% obtidos por Flávio Bolsonaro.
Após sua derrota nas eleições, o senador levantou questionamentos acerca da extensão do horário das votações e inicialmente manifestou interesse em solicitar a anulação dos resultados eleitorais. Posteriormente, anunciou planos para buscar a cassação da chapa composta por Lula e Geraldo Alckmin devido supostas práticas abusivas de poder político e econômico.
Flávio ainda não havia aceitado oficialmente a vitória do adversário nas declarações disponíveis até então. Em contrapartida, seu partido, PL, divulgou uma nota reconhecendo os resultados das eleições. Um levantamento realizado pela Folha de S.Paulo, baseado em dados do TSE, identificou aproximadamente 34,3 mil votos contabilizados após as 17h, número inferior à diferença superior a 4,4 milhões de votos entre Lula e Flávio.
Possíveis consequências após o prazo para entrega dos documentos
O Código de Processo Penal estipula que o descumprimento das medidas cautelares pode levar à substituição destas pela Justiça, além da possibilidade de imposição de novas restrições ou até mesmo prisão preventiva se forem atendidos os requisitos legais necessários.
A prisão não é automática. Qualquer decisão nesse sentido depende da análise detalhada dos fatos ocorridos, requisição legal adequada e fundamentação judicial acerca da necessidade dessa medida cautelar.
O Cidade de Niterói está acompanhando as manifestações tanto das autoridades quanto da defesa relacionada ao paradeiro de Flávio e ao cumprimento das ordens judiciais aplicáveis.
O post Confirmado: Flávio Bolsonaro deixou sim o Brasil apareceu primeiro em Cidade de Niterói.

